Antropofagia Palimpsesto Selvagem
Beatriz Azevedo
Cosac Naify, 2016

Desenhos: Tunga
Prefácio: Eduardo Viveiros de Castro

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Trecho do prefácio:

“Que temos nós com isso?”
Eduardo Viveiros de Castro

“Tive o prazer de conhecer Beatriz Azevedo quando ela assistiu um curso que Alexandre Nodari e eu demos no Museu Nacional em 2012, “Do matriarcado primitivo à sociedade contra o Estado e além. Cartografia da hipótese antropofágica”. Oswald de Andrade era, obviamente, o personagem principal — o convidado de honra, digamos assim — do curso. Beatriz nos ajudou imensamente, com seu conhecimento tão extenso como profundo da obra e da biografia de Oswald. Sempre que falhava nossa memória bibliográfica ou gaguejava nossa sapiência magisterial, ela estava lá para nos lembrar ou esclarecer. O livro que ora apresento dá uma ideia do tanto que ela terá contribuído para o curso, e muito mais.

Antropofagia – Palimpsesto Selvagem é talvez a primeira leitura realmente microscópica do Manifesto Antropófago, texto fundacional para a sensibilidade cultural contemporânea, tanto “aqui dentro” como, cada vez mais, “lá fora”. O livro de Beatriz Azevedo é um close reading de valor histórico, didático e analítico inestimável.

Em um verdadeiro trabalho arqueológico, a autora recobra muitas das fontes esquecidas ou ignoradas das abundantes alusões enigmáticas (sobretudo para o leitor de hoje) contidas no Manifesto; comenta e elucida linha a linha, aforismo a aforismo, esse texto extraordinariamente complexo, por baixo — palimpsesto — de sua concisão telegráfica e sua alegre ferocidade lapidar; destaca-lhe a arquitetura rítmica, verbal como visual, sua (a)gramaticalidade poética e sua radicalidade político-filosófica; persegue, na produção posterior de Oswald, os fundamentos, os desenvolvimentos, as explicações — no sentido literal de desdobramento do que estava implicado, implícito, compactado — e as retomadas em modo dissertativo ou conversacional das teses, revolucionárias então como revolucionárias hoje e amanhã, enunciadas, ou melhor, anunciadas no Manifesto.

O livro de Beatriz Azevedo, somando-se à já vasta “oswaldiana”, acrescenta-lhe uma camada de comentário destinada a se tornar referência obrigatória para todo estudante ou estudioso da obra deste que é, sem a menor sombra de dúvida, um dos maiores pensadores do século XX”.

Eduardo Viveiros de Castro

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entrevista Beatriz Azevedo

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